quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Artrite

A artrite é o nome dado a inúmeras doenças provocadas por inflamação nas articulações que pode se estender para os músculos, ossos, tendões e ligamentos. Como são inúmeras as doenças, inúmeros também são os sinais e as causas. As artrites que mais acometem pessoas são artrite reumatóide e osteoartrite.

As articulações são as conexões entre dois ossos revestidas com cartilagens e bolsas de fluido lubrificante. A osteoartrite faz com que a cartilagem das articulações seja gasta provocando o encontro entre dois ossos que se esfregam provocando irritação na articulação. Já a artrite reumatóide causa inflamação nas articulações fazendo com que o sistema imunitário do organismo reaja em todas as articulações e não somente na afetada, o que provoca dor, edema e outros problemas.

Existe ainda artrite degenerativa que provoca degeneração nas cartilagens, artrite gotosa que provoca inflamação nos microcristais de urato, artrite piogênica aguda e artrite psoriática.

De forma geral, as artrites são tratadas com medicamentos que variam de acordo com a doença manifestada, com exercícios e com alterações nos hábitos diários. Apesar dos medicamentos utilizados não curarem as doenças, os mesmos conseguem minimizar a dor e em alguns casos reduzir o crescimento da doença.

Acne

A acne é uma doença da pele freqüente na adolescência, quando os hormônios sexuais são excessivos, ocasionando um desequilíbrio nas glândulas sebáceas, aumentando a secreção de sebo. Esse excesso de sebo e o acúmulo de células mortas obstruem o poro da pele, o que por sua vez provoca o aparecimento de espinhas.

A acne acomete homens e mulheres, sua incidência é maior dos 14 aos 17 anos nas mulheres, e dos 16 aos 19 anos nos homens. Atingindo face, região anterior e posterior do tórax.

A acne apresenta graus variáveis e caracterizam-se por pápulas, pústulas, cravos, abcessos.

Geralmente a doença se resolve na segunda década da vida, porém pode persistir após os 35 anos ou mais.

O quadro clínico pode ser dividido em quatro estágios: grau I, grau II, grau III e grau IV.

O grau I não apresenta espinhas, apenas cravos.

No grau II são manifestas espinhas, cravos e pequenas lesões inflamadas.

No grau III além dos sintomas do grau I e II podem ser observadas lesões mais profundas e muito inflamadas.

O grau IV possui grandes lesões e muita inflamação.


O tratamento pode ser realizado com medicações de uso local, para controle da proliferação bacteriana e da oleosidade. Medicamentos via oral como os antibióticos também são indicados para controle da infecção.

A isotretinóina é indicada em casos muito grave, ou resistentes aos outros tratamentos.

Embora não seja a causa da acne, alguns alimentos como o chocolate, gorduras animais e castanhas oleaginosas, podem influenciar no curso da acne, agravando seus sintomas.

O tratamento deve ser orientado por um médico dermatologista.

Diabetes

O diabetes é uma doença metabólica provocada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que tem por função quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia. Atualmente a doença apresenta um problema de saúde pública, principalmente no Brasil.

O distúrbio não compromete somente a queima de açúcar, interfere também na transformação dessa em outras substâncias (proteínas, músculos, gordura). O diabetes se apresenta em diferentes formas clínicas, sendo classificado em: Diabetes Tipo I (em geral é decorrente de doença auto-imune, esse tipo de diabete é resultante da pouca ou nenhuma produção de insulina); Diabetes Tipo II (ocasionado por um estado de resistência das células quanto à ação da insulina). Existem outras formas de diabetes, como a gestacional que acontece durante a gravidez e aquelas que estão associadas a infecções, pancreatites alcoólicas, uso de alguns medicamentos, desordens genéticas.

Os sintomas decorrentes do aumento da glicemia são: urinar em excesso, sede excessiva, aumento do apetite, alterações visuais, impotência sexual, infecções na pele e nas unhas causadas por fungos, feridas difíceis para cicatrizar, distúrbios cardíacos e renais, fadiga, fraqueza, tonturas.

Os fatores de risco associados à doença são hereditariedade, sedentarismo, hipertensão e colesterol alto. O diagnóstico é realizado pelo médico a partir da apresentação dos sintomas clássicos da doença, tais como: sede excessiva, aumento do número de micções, fome demasiada e emagrecimento.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Hidrofobia (raiva)

A raiva, ou hidrofobia, é uma doença viral causada por um RNA vírus do gênero Lyssavirus, transmitida via mordedura, lambida ou arranhadura de um animal infectado. O contato com a urina, fezes ou sangue desses indivíduos, embora menos frequentes, são outras formas de contágio, sendo o período de incubação compreendido entre um mês e um ano após a exposição.

Apesar de ser associada a cães de rua, a raiva pode ser transmitida por diversos outros mamíferos, como morcegos e macacos, tanto urbanos quanto selvagens.

A doença é caracterizada por sintomas decorrentes da proliferação do vírus no sistema nervoso do indivíduo afetado, via corrente sanguínea. Assim, agressividade, ansiedade, confusão mental, espasmos musculares e convulsões são alguns de seus sintomas. Como a região muscular da orofaringe fica comprometida, a deglutição passa a ser uma tarefa difícil.

O quadro se agrava em pouco tempo, levando o indivíduo a óbito em mais de 99% dos casos, se as devidas providências pós-exposição não forem tomadas. Essas incluem lavar bem a região afetada, com água e sabão; e procurar auxílio médico, a fim de ser imunizado com vacina ou imunoglobulina antirrábica. É necessária, em alguns casos, a administração de soro antitetânico.

Para diagnóstico, é feita a análise de material córneo ou epidérmico; sendo também requeridos exames salivares ou sanguíneos.

Quanto à prevenção, é necessário evitar o contato com animais selvagens e de rua; e também vacinar cães, gatos, e outros animais de seu convívio. Biólogos, veterinários e outros profissionais que têm contato direto com mamíferos devem fazer o uso da vacina preventiva.

Catapora

A catapora é uma doença infecciosa e contagiosa que tem como causa o vírus varicela-zoster. Antes do surgimento da vacina, era uma das doenças mais comuns da infância.

Uma vez adquirido o vírus, o indivíduo fica imune por toda a vida. No entanto, ele permanece no organismo e, futuramente, pode ocasionar a herpes-zoster, conhecida como cobreiro.

Sintomas

O paciente tem febre, mal-estar e dor de cabeça, falta de apetite e sensação de cansaço. Entre 24 e 48 horas depois, surgem na pele manchas avermelhadas que posteriormente dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas com líquido que mais tarde formam crosta, provocando coceira. O contato com a saliva, secreções respiratórias do paciente ou com o líquido das vesículas faz com que o vírus se propague.
O vírus fica incubado por até 15 dias.

Tratamento

O tratamento visa apenas amenizar os sintomas, é muito importante que a pessoa não arranque a casca e nem coce as feridas, é indicado que o paciente tome banho com permanganato de potássio para que as feridas sequem mais rápido.

Conjutivite

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva ocular, a membrana que reveste todo o globo ocular. Essa doença pode ter duas causas de contaminação: alérgica ou viral. A conjuntivite alérgica é proveniente de produtos químicos, poluição do ar, etc., e não é contagiosa. A conjuntivite viral é proveniente de vírus levados aos olhos através das mãos, toalhas e outros objetos contaminados, esse tipo é altamente contagioso.

Os principais sintomas da conjuntivite são olhos vermelhos e irritados, inchaço da pálpebra, sensação de areia ou cisco nos olhos e às vezes, dores locais. O tratamento da conjuntivite baseia-se em lavar os olhos e fazer compressas, com água gelada que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico.

A prevenção da doença se dá pelos hábitos de higiene na região dos olhos: lavar as mãos frequentemente, não coçar os olhos e evitar a ida freqüente a clubes e piscinas públicas. A doença pode durar de uma semana a quinze dias e não costuma deixar seqüelas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AIDS

Atualmente é impossível registrar em algumas linhas, algumas páginas ou em alguns livros o significado da sigla acima. A infeliz repercussão que esta síndrome teve no último século fez dela um dos maiores medos do ser humano. Na Idade Média ficou conhecida pelo alto índice de depressão que as pessoas adquiriam por possuírem doenças como a tuberculose, a rubéola, entre outras da mesma gravidade, e morrerem freqüentemente ainda jovens. O maior medo da Idade Média, no entanto, era o medo da morte. As pessoas se questionavam a respeito do seu destino após a morte e viam o acontecimento como o fim de uma jornada. Como as doenças citadas acima eram comuns e freqüentes, além de serem contagiosas, as pessoas que as adquiriam tinham praticamente a certeza de estarem próximas da morte.

Com a descoberta das vacinas para prevenir estas doenças, o pensamento que as pessoas tinham a respeito delas e da morte passou a ficar quase apagado. Hoje, o medo da morte ainda permanece, pelo menos na maioria das pessoas. Mas o que realmente faz a diferença é que esta síndrome, a AIDS, passou a ser o grande adversário de pessoas do mundo inteiro, e que mesmo com alguns avanços na ciência, a cura da AIDS parece ainda ser uma possibilidade remota.

Assim como na Idade Média a ciência tentava explicar a morte (e não conseguiu), hoje a grande esperança mundial é a de se encontrar a cura para a AIDS. Porém, enquanto isso não acontece o esforço deve ser nosso em controlar a disseminação deste vírus devastador, o qual ainda assusta a maioria das pessoas apenas em ouvir falar.

Vejamos então algumas informações a respeito da síndrome, não com o intuito de escandalizar, mas com o intuito de alertar a cada um de nós a respeito tanto do perigo de se adquirir, quanto do cuidado com os que já o adquiriram para que estes tentem levar uma vida o mais normal e sadia possível.

O HIV, vírus da imunodeficiência humana, é responsável pela transmissão da Síndrome e pode ser transmitido através do ato sexual ou por contato com células e/ou secreções infectadas pelo vírus, dessa maneira. Pode também ser transmitido através do contato com o sangue do portador do vírus. A saliva possui substâncias que praticamente inativam o vírus, por isso é raro ocorrer a transmissão do mesmo por vias orais (usar talheres, copos, ou beijar não transmite o vírus).

As maneiras mais comuns de se adquirir o vírus são: o ato sexual, durante o parto ou amamentação (da mãe para o filho), o compartilhamento de seringas durante o uso de drogas injetáveis, a transfusão de sangue infectado, o uso de agulhas em práticas como acupuntura e tatuagens, e o uso de outros objetos cortantes quaisquer que tenham mantido contato com o sangue de algum portador.

Em banheiros públicos, convívio familiar, transportes coletivos, contato físico, contato social, uso de pratos e talheres, picadas de insetos e doação de sangue não há o risco de se adquirir o vírus.

A AIDS é a infecção do sistema imunológico pelo HIV (HIV1 ou HIV2), e consiste na fragilização do sistema imunológico, por isso, uma infecção comum, que seria facilmente curada em alguém sem o vírus, pode ser fatal para alguém que tenha adquirido o HIV. A doença pode se manifestar em dois estágios: a doença do HIV sintomática tardia, caracterizada por complicações em infecções normalmente tratáveis, e a doença do HIV avançada que costuma ser favorável ao desenvolvimento de infecções ou outras doenças mais graves, as quais são bastante perigosas para a vida do portador.

Até os primeiros seis meses de infecção do vírus ele pode não se manifestar. A pessoa parece sadia e os exames podem dar negativo, nesse período, chamado de período de incubação, a pessoa pode transmitir o vírus embora ele não seja detectado, por isso é necessário sempre consultar um médico (homens e mulheres) caso se tenha uma vida sexual ativa. Entre um e cinco anos após ser infectado pelo vírus a pessoa ainda pode manter uma aparência saudável, sem sintomas físicos, mas o vírus já se manifestou e os exames são capazes de detectá-lo. O vírus pode se manifestar, no entanto, sem tempo determinado, pode ser em semanas ou em anos após adquiri-lo. É importante lembrar que os sintomas do vírus da AIDS se manifestam através de outras doenças que são facilmente adquiridas devido à baixa do sistema imunológico, mas o fato de alguém apresentar esses sintomas não necessariamente quer dizer que esta pessoa é portadora do HIV.

Alguns dos principais sintomas são: emagrecimento sem causa aparente, diarréia prolongada, sapinho na boca, tosse seca, febre contínua, íngua com duração de mais de três meses, suores noturnos, cansaço e fraqueza sem motivos, etc.

A última fase de desenvolvimento do vírus é a que aparentemente já se manifesta, de modo a deixar transparecer para outras pessoas. A pessoa pode pegar facilmente doenças graves no cérebro, câncer, pneumonia e vários tipos de infecções.

Para não se adquirir o vírus, o ideal é manter o ato sexual apenas com um parceiro e ainda assim fazerem, os dois, exames periódicos como forma de prevenção. O uso da camisinha é um outro caminho, porém tem sido provado por diversos profissionais da saúde que o vírus HIV é muito menor que os poros do látex, material usado para fabricar os preservativos, além do risco comum de estar furado, romper ou vazar durante o ato sexual, o que não garante que o uso do preservativo evitará a infecção pelo vírus.

Para cuidar de um portador do vírus são necessários alguns cuidados como manter seus próprios objetos de uso pessoal como alicates, tesouras, toalhas, etc. No caso de algum ferimento este deve ser cuidado com a orientação de um profissional da saúde, e com o uso de curativos impermeáveis, tanto para evitar a infecção quanto para evitar a transmissão do vírus. No entanto, para quem apenas convive com o portador mas não precisa cuidar dele, o ideal é manter uma relação normal, longe de preconceitos e atitudes de discriminação. A pessoa não pode ser afastada de nenhuma atividade por causa da sua doença (trabalho, estudos, amigos, esportes, diversão, dança, praia, viagens, etc.), a menos que esteja fisicamente impossibilitada para realizá-la. Um portador de HIV pode manter relacionamentos amorosos normalmente, contanto que seja acompanhado por um profissional a fim de evitar que o seu parceiro seja também infectado.

É de extrema importância combater o preconceito aos portadores de HIV. Estes têm os mesmos direitos humanos e cívicos que qualquer pessoa saudável ou não. Caso você seja um portador é necessária a consciência de que deve respeitar a integridade física e psicológica dos que estão ao seu redor, tomando todos os cuidados para viver bem e não transmitir o vírus para mais ninguém. Toda enfermidade física merece cuidados específicos, porém isso não deve ser motivo para se excluir ou excluir alguém do convívio social.